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Não dar armas à população é covardia

  • ufrgsmundi
  • 5 de out. de 2019
  • 1 min de leitura

A frase dita pela delegada dos Estados Unidos no CDH tem como contexto a criação de um documento de trabalho focado na defesa dos direitos humanos. Ao se tratar do ponto um, a importância da justificativa para o uso de armas, a delegada afirmou não achar necessário uma justificativa para tal, visto que não dar armas à uma população feita de refém por governos ditatoriais seria covardia. Essa fala foi apoiada pela delegação do Paquistão, que ainda afirmou que "a defesa pessoal deveria ser motivo suficiente para o acesso a armas".

Em contrapartida, outras nações acreditam que justificativas são essenciais, tendo em vista não só a segurança do país em questão como também o tráfico internacional de armas. A representante da Angola citou a legalização de armas da Nigéria como um dos motivos do aumento de violência em seu país, que tem um alto índice de comércio ilegal de armamentos.

O argumento da delegada inspirou a criação de um documento de trabalho sobre os pontos que todos os países concordam, entre eles a revista em países que exportam e importam armas a cada dois anos, com o objetivo de manter o controle da localização e do uso de armamentos. A declaração ainda conta com a diminuição dos índices de violência por armas de fogo e o enrijecimento de fronteiras.


Valentina Einsfeld e Giovana Cossul

The New York Times

 
 
 

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