top of page

Delegação de Israel propõe reconhecer a Palestina se o Hamas for classificado como terrorista

  • nicolebiancardi1
  • 16 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

GENEBRA, 14 out. Gabriela Appel e Felipe Machado/Reuters - Após duas sessões de debates acalorados do Conselho de Direitos Humanos, a delegada israelense afirma que contanto que o estado da Palestina reconheça o grupo Hamas como terrorista, Israel se propõe a ver Palestina como estado soberano, além de garantir que firmará fronteiras e possibilitará maior poder militar formal para a região.


ree

No primeiro dia de debates no Conselho de Direitos Humanos acerca da violação dos direitos humanos na Faixa de Gaza, o tema central da discussão foi a atual guerra entre Israel e Hamas, grupo extremista que atualmente tem controle sobre a região da Faixa de Gaza, que já causou milhares de mortes de ambos os lados do conflito, além de ter deixado as regiões afetadas pela guerra em ruínas.


A discussão começou voltada para a tentativa de achar possíveis formas de apaziguar o conflito e tentar proteger o povo palestino. Porém, tomou um rumo inesperado na segunda sessão do dia. Após a construção de um documento de trabalho para incentivar um corredor humanitário entre Israel e Egito, a representante de Israel, depois de discutir com representantes dos Estados Unidos e Irã, afirmou ao delegado do estado da Palestina que o país judeu estaria disposto a reconhecer a soberania da Palestina.


Além disso, propôs estabelecer fronteiras, possibilitar o desenvolvimento de uma força militar formal e retirar os assentamentos que tem nos territórios da Faixa de Gaza e Cisjordânia, um dos pontos principais do atrito. O acordo seria firmado desde que a Palestina se comprometesse a reconhecer o Hamas como um grupo terrorista. A fala da delegada gerou exaltação no comitê que não esperava tal posicionamento do país.


Apesar desta evolução no que parecia ser um conflito sem resolução, outros membros

levantaram questões sobre assuntos relacionados à pauta do comitê, como a interferência histórica de potências ocidentais em países do Oriente Médio e o desrespeito às suas culturas e religiões locais.


Cabe destacar também que o Irã afirmou, nos momentos finais do debate, que outros países não deveriam se precipitar em definir o Hamas e outros grupos orientais como terroristas, pois no passado Hamas foi o único a tentar proteger os direitos da população da Palestina e os acontecimentos recentes se devem a imediaticidade do Estado em se defender da opressão e do descaso sofrido nos últimos anos. Foi levantado ainda pela delegada do Catar que, ao nomear as ações do Hamas como terroristas, o mesmo deveria ser feito com as ações de Israel.


Os jornalistas da Reuters continuarão cobrindo tudo o que acontecerá nas próximas

sessões do Comitê de Direitos Humanos.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page