Delegados são surpreendidos com bombardeio em mesquita na Índia
- ufrgsmundi
- 10 de out. de 2021
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Conferência sobre Medidas de Interação e Construção de Confiança na Ásia entra em crise após ataque terrorista a mesquita
Por Iago Costa Mendes Ferreira
Xinhua
Os membros da Conferência sobre Medidas de Interação e Construção de Confiança na Ásia receberam, neste domingo (10), a notícia de que uma mesquita na Índia foi bombardeada por um grupo nacionalista indiano. Foram confirmadas cento e vinte e duas mortes e mais de cento e cinquenta civis ficaram feridos. A mesquita ficava no estado de Himachel Pradesh, em uma região localizada a pouco mais de 200km da Caxemira, área em que ocorrem conflitos frequentes entre indianos e paquistaneses.
A mesquita havia sido declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2015, por sua importância cultural, política e religiosa, e ficou completamente destruída após os ataques. O grupo terrorista que assumiu a autoria do atentado gerou temor no país ao afirmar que mais ataques poderiam ser esperados nas próximas horas.
Ao receber esse aviso, os membros da CICA se uniram aos membros da UNESCO. A discussão se iniciou com a sugestão da Rússia de uso de tecnologia para o combate ao terrorismo. A delegação da China questionou que tipo de tecnologia seria usada e demonstrou a sua preocupação com a possibilidade de tecnologias serem utilizada de forma mal intencionada. A representação dos Emirados Árabes Unidos discorreu que uma divisão igualitária de tecnologias evitaria que ambos os países as utilizassem para ataques e a Rússia, por sua vez, exemplificou o tipo de tecnologia que será usada.
O Paquistão sugeriu que a tecnologia deve ser gerenciada por uma coalizão internacional, enquanto os demais países se organizam para enviar verba para a Índia visando a reconstrução do patrimônio. A posição da delegação portuguesa é de que apenas o uso de tecnologia pode não resolver o problema, e propôs ajuda humanitária e auxílio para reconstrução do local.
Já a delegação da Índia destacou que não aceita intervenção internacional, apenas ajuda. A falta de consenso entre os países membros fez com que um novo ataque ocorresse e mais mortes também, e o comitê falhou em resolver a crise.
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