A questão da Caxemira e o terrorismo: da primeira à terceira sessão da CICA
- ufrgsmundi
- 10 de out. de 2021
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Por Iago Costa Mendes Ferreira
Xinhua
A delegada indiana abriu as discussões, falando em se comprometer com a paz e prezar pela unidade no comitê. Os países resolveram que os habitantes da Caxemira decidiriam por seu futuro político, podendo ter três opções: a anexação por parte do Paquistão; a anexação por parte da Índia; ou sua independência. Os delegados decidiram também formar um grupo de nações para fiscalizar a votação, sendo eles China, Rússia, Catar, Israel e Emirados Árabes Unidos.
Com relação ao terrorismo, a representação da Índia discordou da ideia de militarização externa, entretanto, mostrou-se disposta a receber ajuda internacional sob o argumento de soberania nacional.
A primeira crise do comitê ocorreu com o sequestro de delegados indianos, que reivindicaram que seus compatriotas - presos na Índia - fossem libertos, o que só ocorreu depois de muita negociação.
Terceira Sessão
No domingo (10), teve início a terceira sessão da Conferência sobre Medidas de Interação e Construção de Confiança na Ásia. O Iraque abriu os debates com a questão do terrorismo. Sobre a pauta, a delegação indiana se colocou a favor da utilização de tecnologia externa para o combate ao terrorismo - pauta constantemente levantada no comitê pelo delegado da Rússia. Entretanto, a representante da Índia destacou que não apoia a ideia de que a tecnologia seja administrada por seu vizinho, Paquistão, visto que, segundo ela, o país financia grupos terroristas.
O Paquistão, por sua vez, argumentou de maneira favorável à proposta de que ambos os países - Paquistão e Índia - administrem de forma conjunta as tecnologias, para evitar uma monopolização. Quanto à acusação de que o Paquistão financia grupos terroristas, a delegação Russa reforçou a necessidade da elaboração de uma política antiterrorismo pela representação paquistanesa.
A possibilidade de intervenção internacional não foi bem recebida pela Índia, que propôs então uma votação para decidir o país responsável pela ajuda externa. A sessão foi interrompida neste ponto do debate pelo alerta de crise.
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